sábado, 12 de novembro de 2011

esqueçe que um dia eu te amei

Com isto eu aprendi, da pior maneira. Fartaste-te, fartaste sim. Não voltes, não voltes mais. Não me faças chorar, não me faças gritar. Não quero, não posso, não consigo. Dizer que foste importante é algo que evito ao máximo. Dou por mim a chorar à noite, receosa de nunca mais encontrar alguém, de nunca mais conseguir amar alguém, como amei a ti. Este é o maior dos meus tormentos, ainda maior da loucura que me fazes passar. Tão difícil conseguir erguer a cabeça e dizer que está tudo bem, tão complicado dizer que foste só uma fase, quando na verdade foste o grande capítulo da minha vida. Capítulo este que quero fechar, quero dar por encerrado. Não me permites o encerramento, somente te interessas nessas tuas satisfações, nessas tuas necessidades e quem sai magoado (mais uma vez), sou eu. Por que insistes em dar-me esta dor de cabeça, porquê ?! Sinto falta, não de ti, mas daquilo que me davas. E sempre que essa ausência se debate sobre mim, automaticamente as minhas defesas rebaixam, eu caio e choro e grito, silenciosamente, longe dos teus olhos e ouvidos, longe das tuas mentiras e visões. Não quero saber minimamente de ti, não quero acordar à noite a pensar que tencionas tentar-me outra vez, não quero saber que adormeci com a lágrima no canto do olho com a teu nome nela, não me interessa sequer saber se acordei com aquela sensação de solidão e vazio, não quero ! Já te disse olá tantas vezes, mas mais adeus ainda. Deixa-me viver a minha vida, quero ser livre, quero poder viver sem ti a percorrer-me os pensamentos, apenas porque te lembras de mim, ainda por cima não pelas melhores intenções. Só porque tu foste aquilo que eu sempre quis, aquilo que eu amei com tudo o que tinha, aquilo que eu deixei por não conseguir mais. Quero poder apagar-te do meu coração, quero conseguir tirar aquela grande marca que deixaste cá dentro. Quero que morras longe de mim, longe de tudo. Não quero notícias tuas, nem quero ver o teu nome, em lado nenhum. Fazerem-me lembrar-te é como uma facada no meio do peito. E dói, acredita que dói saber que um dia gostei mesmo de ti. Esquece só, a mim. Não te lembres, de nada. Não quero que te lembres dos nossos momentos, nem dos nossos beijos ou abraços. Apaga tudo, tudo o que fiz por ti, não reveles nenhum dos meus segredos que te confiei, e, se alguma vez o fizeres, nunca mo digas. Fica longe, bem longe, onde eu não posso sequer pensar em ti, muito menos ver-te. Todas as emoções despertadas por ti já secaram, e assim permanecerão. Certificar-me-ei que não irás fazer o mesmo. Deixa para lá todas as memórias que no universo ficaram espalhadas, não apanhes as folhas soltas da nossa história, só não despedaces mais o meu coração. Deixa-me esquecer-te, em paz, livre de ti. Dá-me a liberdade de viver, dá-me a escolha de outro amor que me fará sarar a dita cicatriz e me dará tudo aquilo que me tiraste. Enterra tudo o que declarei, não te lembres de como te tratei, esquece só, que te amei.
fim 

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