Os dias passam rápido, eu me sinto anestesiada pelas dores, que cessaram de tanto me corroer, simplesmente calejada.
Tive medo de não conseguir ouvir mais teu nome sem chorar, medo de não ter força pra segurar as lágrimas quando estivesse na frente das pessoas, mas houve um efeito contrario, primeiro porque todas as pessoas evitam dizer o nome quando eu estou presente, segundo porque quem faz questão de me lembrar sua existência todos os dias são os meus sonhos e os meus pensamentos, e quando eu acordo ou apenas volto para a vida, como se só agora caísse a ficha de que você não está mais ao meu alcance... Esses segundos são de extrema tortura, sinto congelando o sangue em todas as veias do meu coração, e essa é a hora que eu posso chorar, depois de me certificar que ninguém está me ouvindo, isso dói tanto, tudo que eu desejo então é um abraço seu, pra sentir meu coração batendo outra vez. De repente sou refém de um desespero, e minha visão se faz de uma unica lembrança, VOCÊ. Procuro mil coisas pra fazer, pra te esquecer, abro um livro e fico olhando, mas não consigo ler... Fico assim, fugindo de mim mesma, porque tenho sido cruel comigo, insistente em te lembrar a todo instante.
"Sonho contigo todas as noites e quando abro os olhos vivencio um pesadelo"
A falta que você me faz é um castigo, eu não preciso de mais motivos pra não querer mais me levantar da cama se eu sei que voltarei para me deitar depois de crises da sua ausência... Aliás, você nem sabe o que é isso.









